Operação do Gaeco mira policiais suspeitos de envolvimento com tráfico e agiotagem em MS
Investigações apontam que agentes da segurança pública atuavam em parceria com criminosos e utilizavam a estrutura policial para favorecer atividades…
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), realizou na manhã desta quinta-feira (28) uma operação para desarticular um suposto esquema criminoso envolvendo policiais militares ligados à 13ª Companhia Independente da Polícia Militar, em Ribas do Rio Pardo.
Batizada de “Operação Janus”, a ação teve como foco o cumprimento de mandados judiciais contra agentes investigados por participação em crimes relacionados ao tráfico de drogas, agiotagem e uso da função pública para beneficiar organizações criminosas.
As investigações tiveram início após denúncias encaminhadas à Promotoria de Justiça do município e avançaram ao longo de mais de um ano. Segundo o MPMS, as apurações revelaram que policiais teriam estabelecido relações com traficantes da região, oferecendo proteção para a comercialização de entorpecentes e facilitando a atuação dos grupos criminosos.

Ainda de acordo com os investigadores, parte das drogas revendidas pelos suspeitos seria proveniente de apreensões realizadas durante operações policiais. O esquema também envolveria divisão de lucros obtidos com a venda ilegal dos entorpecentes.
O inquérito aponta também que alguns dos envolvidos atuavam na cobrança de dívidas e empréstimos ilegais, utilizando ameaças e intimidação para pressionar devedores, aproveitando-se da condição de integrantes das forças de segurança.
Ao todo, foram expedidos quatro mandados de prisão preventiva e 11 mandados de busca e apreensão, cumpridos nas cidades de Campo Grande e Ribas do Rio Pardo. A operação contou com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar.
Segundo o Ministério Público, o nome “Janus” faz referência à figura mitológica romana representada por duas faces, simbolizando a dualidade entre a imagem pública dos investigados e as práticas criminosas atribuídas a eles nos bastidores.
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