Selvíria fortalece Proteção à Mulher contra impactos da violência doméstica
Com apoio da Defensoria Pública, município capacita servidores para identificar traumas e oferecer acolhimento humanizado à mulheres e meninas
Em uma iniciativa crucial para a saúde pública e a garantia de direitos, a Prefeitura de Selvíria, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, realizou nesta semana uma ampla capacitação voltada ao fortalecimento da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres.

O encontro, realizado na Câmara Municipal, uniu profissionais das áreas de Assistência Social, Educação, Saúde e o Conselho Tutelar em uma frente única para humanizar o atendimento e combater as marcas invisíveis deixadas pelo abuso.
A formação foi conduzida por especialistas de renome, incluindo a defensora pública Kricilaine Oliveira Souza Oksman (coordenadora do NUDEM) e a psicóloga Keila de Oliveira Antônio. O objetivo central é transformar a rede municipal em um espaço de reflexão e acolhimento, garantindo que a vítima, ao percorrer diferentes espaços públicos, encontre profissionais preparados para oferecer suporte e não apenas burocracia.

Mato Grosso do Sul
A ação em Selvíria responde a um cenário alarmante no estado. Segundo dados recentes de 2026, Mato Grosso do Sul registrou um aumento de quase 70% nos afastamentos do trabalho por transtornos mentais em comparação ao período anterior. Somente em 2024, foram mais de 8 mil licenças médicas motivadas por questões como ansiedade e depressão.
Especialistas da área médica apontam que a violência doméstica é um dos principais catalisadores desses números. Em MS, as mulheres representam a maioria das vítimas de transtornos mentais severos, frequentemente associados à sobrecarga de cuidado, desigualdade salarial e traumas decorrentes de agressões.
Orientações da Sociedade Brasileira de Psiquiatria
De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), o impacto da violência na psique feminina pode desencadear o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), crises de pânico e depressão profunda. Profissionais da saúde orientam que a abordagem à vítima deve seguir três pilares fundamentais:
- Escuta Empática: Ouvir sem julgamentos morais, validando a dor da mulher.
- Não Culpabilização: É fundamental assegurar que a vítima entenda que ela não tem culpa pela violência sofrida.
- Sigilo e Segurança: Profissionais devem priorizar atendimentos individuais para evitar a exposição da vítima em espaços coletivos.
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