Jovem foi brutalmente assassinado e teve corpo queimado em Campo Grande
Polícia prende envolvidos no homicídio e investiga motivação do crime.
(Reprodução/Campo Grande News)
Polícia prende envolvidos no homicídio e investiga motivação do crime.
O brutal assassinato de Emílio Vilalba, de 27 anos, ocorrido no bairro Mata do Jacinto, em Campo Grande, chocou a população. O corpo da vítima foi encontrado na manhã de terça-feira (11), parcialmente queimado e enterrado em um terreno na Rua Focho Yamaki. A investigação revelou que Emílio já havia sido agredido dias antes do crime e estava impossibilitado de se defender.
As autoridades prenderam três suspeitos identificados como João Vitor Pereira Ribeiro, de 20 anos, Maurício de Castro Velasques, de 29 anos, e Ronaldo da Silva Santos. Um adolescente de 16 anos também está envolvido no caso e prestou depoimento à polícia, na presença da mãe, relatando detalhes macabros do crime, segundo informações.
Segundo o menor, João Vitor teria agredido a vítima dois dias antes do homicídio, quebrando suas pernas e deixando-a inabilitada. Ele afirmou que um homem identificado como “Bigode”, posteriormente reconhecido como Ronaldo, enforcou Emílio com uma corda no dia do crime. O corpo foi então transportado para os fundos da residência, onde foi queimado.
Em depoimento, João Vitor confessou que planejou a morte de Emílio um dia antes do assassinato. Ele revelou que, em maio de 2024, foi vítima de uma tentativa de homicídio, na qual sofreu quatro facadas, e que desde então vinha sendo ameaçado pela vítima. Segundo sua versão, o crime foi premeditado por conta dessas ameaças.
Na noite do assassinato, João Vitor permaneceu no portão, enquanto Ronaldo e o adolescente entraram na casa e atacaram Emílio. “Ele tentou reagir, mas foi contido por Ronaldo”, relatou o suspeito. Após o homicídio, o corpo foi enterrado nos fundos do terreno, mas dias depois, devido ao forte odor e ao estado de decomposição, os envolvidos decidiram atear fogo na vítima.
Os três suspeitos foram presos em flagrante, enquanto o adolescente foi encaminhado para a Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij). João Vitor justificou sua ação com a frase: “Se não fosse ele, ia ser eu”.
Os antecedentes criminais dos envolvidos incluem furtos, ameaças e violência doméstica. A polícia segue investigando o caso para determinar se houve a participação de mais pessoas no crime e quais foram as reais motivações por trás do homicídio.
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